Alentejo get the major part of the new wines for 2017

Quase metade da área autorizada de plantação de novas vinhas em Portugal para 2017 foi atribuída ao Alentejo. Dos 1932 hectares disponíveis, 800 irão para esta região, confirmando a recomendação emitida pela respectiva Comissão Vitivinícola Regional (CVR). Cenário bem diferente no Douro, onde são autorizados 150 hectares de novas vinhas, apesar de o Instituto do Vinho do Douro e Porto ter um parecer contrário.

Em declarações ao jornal “Público”, o presidente do Instituto do Vinho e da Vinha, Frederico Falcão, explicou que os 150 novos hectares equivalem a “10% do que se perdeu de vinha nos últimos três anos”, devido a licenças que não foram utilizadas. Outro factor tido em conta foi a procura registada no ano passado: só estavam disponíveis 4,5 hectares, mas as candidaturas chegaram aos 212.

A outra região vitivinícola onde foram definidos limites máximos de crescimento da área de vinho é a da Madeira, onde poderão ser plantados mais 0,6ha. Um crescimento simbólico, que vai ao encontro da sugestão feita pela entidade responsável – o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira. Nas restantes regiões do país, as autorizações de novas vinhas não têm outra limitação que não o respeito pelo montante máximo de 1932 hectares traçado para o país em 2017.

O aumento da área de vinha é resultado de novos regulamentos comunitários, mas cada país pode aplicá-los de acordo com regras estabelecidas internamente. Portugal optou por um crescimento anual de 1 por cento (a área de vinha em 2016 era de 190.467 hectares), enquanto outros países, como a França, a Itália ou a Espanha, terão taxas mais baixas de expansão da área de vinha.